Kneel b4 me!!!

Everything that you can eat with your eyes...or at least if you can read in portuguese. English will happen sometime also...I think.

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Por um amigo...

Respondendo, desde 2004, ao processo judicial que se desenrola desde então, Gil R. não tentou fugir, como, aliás, a mídia sensacionalista insiste em denotar, mas procurava construir o seu futuro de maneira justa e correta. Santa Maria não era um refúgio, mas sim o lugar que escolhera para estudar e trabalhar (tentava a carreira de medicina e tinha, portanto, muitos estudos pela frente). Sim, Santa Maria é uma cidade próxima a dois outros países da América Latina, mas eram os alvos de Gil tão somente os estudos.

Já se passaram quatro anos desde o ocorrido e este jovem procurava viver um dia após o outro. Fácil é apontar dedos e pré-julgar alguém que não se conhece ou que, simplesmente, tem uma vida completamente diferente da nossa. Analisar, porém, a situação racionalmente e de maneira idônea é algo que já não se consegue mais na maioria dos meios de comunicação e, acredito também, entre a grande massa guiada por tais veículos. Cidadãos comuns que não conseguem pensar por si mesmos e, que até domingo passado, mal conheciam a história de Gil R.. Seres humanos médios, emburrecidos por uma mídia que pensa, fala, age, raciocina e decide por eles.

“O preconceito é a arma de quem não consegue racionar.” Marthin Luther King Jr.

E na vida dele alguém, por um acaso, parou para pensar? Em seus familiares? Em sua mãe? Pois sim, ele tem mãe, irmão e avó que o apóiam. Pararam também para pensar em seus anseios? Em sua visão de todos os acontecimentos? E a sua versão, alguém se interessou em conhecer?

A verdade, caríssimos, é que falar é fácil, mas agir e ter a decência de seguir a vida como um verdadeiro cristão, isso sim, é complicado. Uns dizem: ora, mas sou temente a Deus, ou sigo os seus mandamentos. E na prática, fazem isso realmente? E não foi o próprio Jesus que pediu a Pedro que não brandisse a espada em sua defesa quando de sua captura por legionários romanos? Disse, Jesus, a célebre frase: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.” Onde está tal ensinamento do filho de Deus entre as pessoas que se dizem tão tementes a Ele!? E ainda, como julgar algo/alguém sem o conhecer? (E, ao contrário do que se possa pensar: Não, não sou cristã e/ou religiosa de qualquer crença, pois saibam!)

Hoje, então, na história da humanidade, não se precisa mais analisar os autos de um processo, ou mesmo conhecer a pessoa para discernir seu caráter? Ora, é bem verdade que o Brasil está cheio de juristas! Quer dizer, então, que um magistrado que ficou anos de sua vida dedicando-se aos estudos e análise de leis, que estudou em uma Escola de Juízes pode ser comparado a tantos outros brasileiros que supõem saber fazer algo que se leva anos ou, quiçá, décadas para aprender?




P.S.:
Mantive o nome, sim.

P.P.S.: Na foto, arte de Bansky, Polônia - 2007.

Segunda-feira, Setembro 08, 2008

Ócio-criativismo


As ovelhas cresceram em progressão geométrica e de fato há um desequilíbrio ecológico entre homens e ovelhas. Ovelhas de diversas raças. Todas aproximam-se na medida em que se permitem, todas, ao arrebatamento por valores que deveriam ser ultrapassados com toda a força.
A confortável segurança na âncora tradicional, aparentemente conveniente, impede-as de descobrir o grande mar da vida. Nascem, crescem, trabalham, compram, casam-se, reproduzem-se, morrem e não vivem. Não vivem a plenitude de todas as coisas possíveis, as mais brilhantes, as demasiadamente humanas (para ovelhas), mas que também se revelam divinas; de todo o sentir possível... Viajar, e não somente através dos vales, dos céus e dos mares, mas, também, para além das limitações do corpo, dos corpos, dos estados consciente e inconsciente universais, aquilo que também denominamos alma.

"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

(...)


Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!"

Álvaro de Campos não é o nome de um pastor de ovelhas. Ele é um líder espiritual de outra espécie. Falamos, em tal contexto, do espírito intelectual. Meditar nesses versos como uma oração mais física do que metafísica, afirmá-los dentro de si como a ordem do dia bem que pode ser um caminho para libertação. Perceber, rasgar o véu de Maia, ser muito mais que ordinário, porque o extraordinário é o que nos impulsiona o tempo todo. A magia da vida, o mistério do universo, a complexidade de uma simples célula.

A criação em ação parece distinguir-nos dos símios. O poder criativo está adormecido em milhares de mentes humanas, sob a colcha de retalhos da convenção, da religião, da moral, do automatismo; do controle do Estado, do controle da família, do controle midiático; da manobra sobre os rebanhos. A vontade de potência bem escondida nas páginas amarelo âmbar, envelhecidas, alergênicas, de um filósofo assassinado por Deus.

Ovelhas prestam-se à produção de bens materiais e ao fornecimento de serviços, junto com as máquinas. Esta é a má herança de Marx e todo o ranço da dita classe proletária. O cristianismo endossa o acordo primitivo com o seu lema "o trabalho dignifica o homem". E tudo nos leva a crer na falácia mais maldosa dos tempos modernos: o ócio é um privilégio das elites. E é o ócio terreno fértil à criatividade, e os rebanhos multiplicam-se em sua existência vazia. Disse Nietzsche, "onde não há criatividade cresce o deserto", mas ovelhas não sabem disso. É como se elas estivessem programadas para ouvir apenas a voz de seu Deus, o assassino do filósofo.

Todos os tempos tem a sua besta. A pós-modernidade deu a luz a esta lula colossal que paira sobre os novos clones, paralisando-os, deixando-os completamente inofensivos, e, enfim seduzidos. Conformismo, individualismo, ultra-hedonismo são os traços que nos desenham... É a nova geração de clones, mais artificiais que a I.A., com sentimentos talvez até menos genuínos... Huxley já havia previsto. Indivíduos puramente sensoriais em suas bolhas, já não andam em rebanhos, mas são igualmente passivos. A trilha sonora é de gosto um tanto duvidoso...E isso não é nada, nada novo, Nietzsche - sim, ele, mais uma vez - já dizia: "Somente música ruim faz dinheiro hoje". And money still rules the nations...



Texto by Mi.



P.S.: A foto aí de cime é de Spencer Tunick, para mais : http://www.spencertunick.com/index.html

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Só para exorcizar!!!

Era mais uma tarde agradável de um final de semana instável. Os amigos iriam se reunir mais uma vez na casa de Sultão e, dessa vez, para provar seus talentos culinários. Tudo pronto!
E depois de MUITA Stella Was A Diver And She Was Always Down muita coisa poderia ser entendida como bem se quisesse. Como se em um passe de mágica (ou macumba) surge a brilhante idéia de chamarmos a nossa compatriota e de alta estirpe: Emília Alice Bianca Teixeira. Mas bem sabemos que Emília (ou Alicinha pros íntimos) tem o péssimo costume de encostar nas pessoas tal qual entidade. Não dá muito pé dar muita trela pra Alicinha. Ô, "minina!"Ah, e Alicinha é exigente só bebe destilado (porque do outro já viu, neam?). E foi uma gastação aqui, uma obtusidade acolá, um falatório, um quid pro quod. PRONTO!
Tomada de suas convicções racionais e possuída por Exu Cambalhota (poizeh, aquele mesmo que vem não sei de onde e faz não sei o quê), Mona se deixa levar por mais um espasmo do lado errado(ou seja, dest[e]lado) e menos espiritual. Pobre Mona se soubesse ela da força do Trance poderia ser salva das garras de ambígua entidade.
4/2 de lá e de cá, quando Exu Cambalhota canta pra subir não devolve nada de si, só deixa a vergonha do pós-chamamento. Affffff!!!
Pobre Sultão que teve suas riquezas auditivas tomadas por tal entidade. Pobre Mizete que aterrorizada só pode assistir de longe. Feliz foi o passarinho verde que levantou vôo e não se misturou. Se chatice desse dinheiro, meus caros, Mona estaria RIQUÍSSIMA naquele momento!

E que Exu Cambalhota parta e vá embora...Olha, desde um Cine Cachaça (lugar de desgraça) em que foi um Pague para entrar. Reze para sair, que Mona não era receptáculo d tal entidade...mas entenda, nos idos tempos, solteira, magoada e bêbada tudo é fértil pr'um encosto, não? E que encosto, viu? De acordo com testemunhas oculares, ele usava chapéu de palha.
E mais: onde já se viu juntar MUITAS pessoas bebendo cachaça em um lugar fechado e meio escuro dar coisa boa!? É encosto CERTO! Valhei-me!
Só espero que Mona possa ser perdoada por si mesma...E dessa água não beberei é uma mentira deslavada!

Vazou, mas é chique, viu?

A sra BPitch Control, D. Ellen Allien, acabou (não sei se propositadamente) por vazar seu mais novo álbum, Sool, pela teia (web).
O álbum que nos remete a paisagens líqüidas oníricas é um verdadeiro sonho musical. São verdadeiros goles de sons, meio sinestésico mesmo.
De pitadas BEM experimentais e um retorno ao Techno que ela mesma fazia antes de Thrills (seu último álbum um pouco mais "digesto" digamos assim). Suas parcerias com Apparat podem tê-la feito mudar o rumo de sua prosa musical ou ela mesma resolveu dar esta guinada.
Algumas músicas se destacam logo a primeira escutada: Caress, aclamada pelos ouvidos mais proselitistas, é uma suave trip por elementos sonoros. Já, Elphine, é algo líqüido, de desconstruídos elementos sonoros que nos remetem a um sonho aquático. Uma coisa meio atlante. Em, Frieda, a voz suave e em tom baixo de Ellen Allien chamando por Frieda marca a introdução desta juntamente com cordas orquestradas por um sintetizador e um belo violão fazendo seu caminho pelas notas. Suave...bem suave!
E que venham os EPs...veremos no que dá!

Ellen Allien - Sool
Part 1: http://www.mediafire.com/?xujlbmtvcxs
Part 2: http://www.mediafire.com/?sftcdxbhdnx

I'm only into this to enjoy!

Sábado, Maio 26, 2007

Vai um champa aí!?

Essa festcheenha, com certeza, pode entrar pra listcheenha de uma das melhores do ano (isso se não foi a melhor...)!!!

Lugarzinho do bem (isso é pq a Millenium no Vip's é uma suítezinha módica, neam?), pessoinhas do bem, ÓTEEEMA música, boa comida, bons liquid diamonds, boas bebidas, festcheenha intimista...como, afinal deveria ser (acho um luxo festcheenhas assim...ADORO!). Não vejo a hora de ter uma próxima edição de Vip's Vipado acho q vou engolir a minha mente na próxima! Isso, sim...Postzinho pernóstico e um tanto esnobe, mas, acreditem, valeu (e muito) A pena!!!

Não foi só FODA, não!!! Foi fodasticamente bagafilosa!!!! Um luxo!!!
O sr. Takaaki ensinou q japa não é só: sushi, sashimi, tempura, geisha e anime...é TECHNO tb! E de peso...
A sra. Kammy desacuendou com o seu pega pra capar (e acho q ficaram uns milhares de neurônios por ali), bastante orgânico, sempre com uma brincadeirinha ou comentário pertiennete...hihihi.
A sra. Cris (uma DJ fina, meu bem! Tão fina q tocou com um módico saltinho agulha. Arrasou, gata!) e o sr. Felipe (q dispensa comentários, neam?) fizeram a sala do bem! Com um setzinho visitando o fundo do baú eletrônico e uma "homenagem(!?)" pra lá de benvinda ao sr. Anthony "Popkiller q agora tb é poperô" Rother...E algumas velhas (nem tão velhas assim) novas surpresinhas. Cara, fazia uma cara (hã!?) que não ouvia Ça Plane Pour Moi, do sempre e sempre sr. dos popôs: David Carretta, numa pistcheenha (e digamos de passagem: q pistcheenha!!! Mesmo com a chuva...).
C pensam q parou por aí: o sr. Nisek não deixou pedra-sobre-pedra parada (acho q até elas dançaram, bee) na brincadeira mordaz dos corpos dançantes, e fechando - bem pelo menos até hora q fui embora, isso sim - com chave-d-ouro: o sr. Saduh q timidamente (nada tímido at all) pesou ainda mais a nossa alma com pesinhos d dar inveja em qq Rei Momo q c preze.
A quem não foi um SINTO MUITO!!! A todos q foram: Let the TECHNO rule our lives!!! Um luxo, srs!!! Um luxo, isso sim foi a festcheenha!



P.S.: Nitrosound uma pena q o sr não foi...tava fina, bofe! =[

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Hoje...

Hoje acordei me sentindo sozinha,
precisando de carinho,
precisando de um afago.

Hoje dentro de minha insônia pude ver-te,
pude te sentir,
pude te tocar...
chorei.

Hoje em delírios saudosos,
ao longe, ouvi tua voz,
percebi tua sempre confortante presença,
senti teu perfume...
Ai, como doeu...

Hoje achei que era forte,
mas um leve lembrar me derruba,
me desconcerta, me desarruma,
me deixa triste.

Hoje, amanhã e depois,
sei que vou sentir a tua falta,
sei que vou querer me entender,
sei que vou querer te abraçar,
mas como?

Hoje é triste ter de sentir tudo isso,
me sentir isolada dentro de mim mesma,
me sentir cansada de lutar para não me deixar levar.
Ai, como sinto tua falta!

Hoje ao olhar para trás,
sinto tudo o que tivemos,
todo o amor que senti e me correspondeu,
todo o carinho, todo o afeto, todos os conselhos...

Tudo, enfim, que me deu sem te pedir,
tudo aquilo que me trouxe até aqui,
tudo que foi e que ainda me és,
tudo se engasgou aqui dentro e não tenho mais para quem dar.
Ah, que saudades vou sentir...

by Cat

Quarta-feira, Abril 25, 2007

You Make It Easy (Nicolas Godin/ Jean-Benoît Dunckel)

" Never been here - How about you ? "
You smile at my answer,
You've given me the chance,
To be held and understood.

You leave me laughing without crying,
There's no use denying,
For many times I've tried,
Love has never felt as good.

Be it downtown or way up in the air,
When your heart's pounding,
You know that I'm aware.

You make it easy to watch the world with love,
You make it easy to let the past be done,
You make it easy.

How'd you do it ? How'd you find me ?
How did I find you ?
How can this be true ?
To be held and understood.

Keep it coming - no one's running
The lesson I'm learning
'Cause blessings are deserved
By the trust that always could

Be it downtown or way up in the air,
When your heart's pounding,
You know that I'm aware.

You make it easy to watch the world with love,
You make it easy to let the past be done,
You make it easy.

You make it easy to watch the world with love,
You make it easy to let the past be done,
You make it easy.


Como não podia deixar de ser: mais uma música. Para alegrar os nossos corações e tocar musicalmente...

Embora, tb não o pudesse "passar em branco". Acreditando q TODO o conhecimento, especialmente o virtual, "deve" ser "socializado" (mesmo não "indo com a cara" dessa terminologia, porém q descreveria muito bem a necessidade deste):

1ª obra - Art City, Marcus Jansen (40" x 30" - óleo em tela) - "Impressionismo urbano", como o próprio denomina suas obras.
2ª obra - Untitled, Zenon Gradkowski (material não divulgado) - Minimalismo.

Para mais: www.getunderground.com (sítio com várias tipologias d arte contemporânea e/ou urbana).

Sexta-feira, Abril 20, 2007

Beija Eu (Marisa Monte)

Seja eu,
Seja eu,
Deixa que eu seja eu.
E aceita
O que seja seu.
Então, deita e aceita eu.


Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o Céu.
E receba
O que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.

Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
Deixa
O que seja ser.

Então, beba e receba
Meu corpo no seu corpo,
Eu no meu corpo.
Deixa,
Eu me deixo.
Anoiteça e amanheça...

Quinta-feira, Abril 19, 2007

Todo Dia Era Dia De Índio (Jorge Benjor)

Curumim, chama Cunhatã,
Que eu vou contar!

Curumim, chama Cunhatã,
Que eu vou contar!


Todo dia era dia de índio!
Todo dia era dia de índio!

Curumim, Cunhatã
Cunhatã, Curumim

Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras.
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios.
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis.

Pois todo dia era dia de índio!
Todo dia era dia de índio!

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril!

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril!

Amantes da natureza,
Eles são incapazes,
Com certeza,
De maltratar uma fêmea,
Ou de poluir o rio e o mar.

Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora.

Pois em sua glória, o índio
É o exemplo puro e perfeito.
Próximo da harmonia,
Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!
Da alegria de viver!

E no entanto, hoje
O seu canto triste,
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz!
Pois antigamente...

Todo dia era dia de índio!
Todo dia era dia de índio!...


Uma data branca pr'um dia nativo! Não gosto, também, dessa coisa de chamar de índio o nativo brasileiro (e como também não sou nenhuma antropóloga, indigenista ou o que valha, não me cabe aqui discorrer sobre uma discussão que nem mesmo os estudiosos do assunto chegaram a uma conclusão).

Além disso, mesmo não curtindo o compositor da música, acho a Baby do Brasil (outrora Consuelo) sequeladíssima e ainda MUITO abilolada...A música é tosca (sem cá muitos fundamentos histórico-antropológicos), mas é divertidinha.

E já que a maioria das pessoas não 'tão nem aí pros nativos brasileiros (aka indígenas ou índios), por que não fazer uma linha fina!? Só não esperem que a Cat vá fazer o mesmo nas datas comemorativas vindouras (não sou curso de Educação Moral e Cívica...e por falar nisso: Ô, disciplina chinfrim! Alguém lembra!? E OSPB, alguém!?).

Bem, é isso...porque se a Cat for fazer um post para cada data comemorativa ia 'tar ferrada...e logo de cara! Ou seja, sem contar com o restante do ano, pois ainda virão por aí, só neste mês: 21 - Tiradentes (cretinóide, que dizem, nem morreu no Brasil...); 22 (data estimada) - Descobrimento do Brasil (por Gouvêa e não Cabral! Mas era o mesmo cara - que aliás só foi receber o título e o nome dos livros didáticos, quando do seu retorno para a terrinha de Roberto Leal. Alguém lembra dele, também!?) e 23 - Ogum (Salve Jorge! Mas vejam bem, também não é a minha!) Porém, antes escrever OGUM que São Jorge, - de Saint George, por isso aquela armadura de cavaleiro medieval BEM europeu. Coisa que não teve aqui por Terra Brasilis - pelo menos, é mais legítimo!

E qual será a próxima data "comemorativa" postada por aqui por áreas bloguianas!? Façam suas apostas...Beijo e me liga!


Pics: 1ª. Ritual de Nominação feminina Xikrin do Cateté by Isabelle Vidal Giannini (1996).
2ª. Primeira Iniciação masculina Karajá (MT/TO) [ornamentação no queixo] by Cláudia Andujar.

Para mais:
Tiradentes e Inconfidência: MAXWELL, Kenneth. A Devassa da Devassa. A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal (1750-1808). 5.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.
Fotos: www.socioambiental.org/pib/index

Terça-feira, Abril 17, 2007

Run (Nicolas Godin/ Jean-Benoît Dunckel)

Holy girl,
Don't get up
For running.

Stay with me!
I feel sad,
When you run...

Sands of time
Are lying
On my chest

Stay in bed!
I feel sad,
When you run...

Stay like this,
On the hills...
Of my chest!

Don't wake up!
I feel strange,
When you go...

Stop the night.
Hold me tight,
Holy girl.

Don't stand up!
I feel strange,
When you go...


Segunda-feira, Abril 16, 2007

Tatuagem (Chico Buarque)

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem pra seguir viagem
Quando a noite vem


E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega, mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina, salta e te ilumina
Quando a noite vem

E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas mas no fundo gostas
Quando a noite vem

Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sente

Terça-feira, Abril 10, 2007

Não é contra!? Então faz a gira, beesha!

Poizeh, voltei! Ia demorar mais, mas a revolta me faz blogar uma vez mais.
Como vcs podem notar aí ao lado, essa gema (e será mesmo!?) q um dia "zurou" ser cantor e hj finge ser político (na verdade a coisa q ele melhor faz, neam? Pq em tempos d crise política no BR, ele tá fingindo muito bem ser algo que ninguém d fato o é...). Pois bem, o fato é q este "senhor" (q leia-se era/é um péssimo cantor; d gosto duvidoso, não somente no vestir e q dizem as "más" línguas aliciava menores por aí...) teve a audácia - mas tb o q esperar d uma pessoa q só c elegeu por causa d um "mau cantar" e gostos duvidosos d outrem!? - em dizer em discurso próprio ser a favor do "turismo sexual" (!?).
Ora, e aí continuo,'sha! How is it!? Eu convoco aos poderes cósmicos fenomenais dentro de uma lampadazinha a me responder: Se ele é contra o q eu tenho com isso!? E vcs!? Ou o a Câmara de Vereadores!? Ou as "pobres" trabalhadoras corporais q tem q aturar esse tipo de perfídia!? Em tempo, se ele quer estragar a porcaria de carreira própria (não sei bem qual delas anda pior das pernas: se a dos discos vendidos, [e digo q foram muitos, hein!?] ou aquela da Câmara, ou ainda aquela do nariz. É, beesha, com um "ladrão de oxigênio" como o dele não é possível q ele não tenha aproveitado. Na boa!), pelo mesno economize os (meus ) ouvidos alheios.
Porém sem denegrir imagem alheia por aí, embora já o fazendo, - ao contrário dos outros q adoram perder GRANDES momentos de suas ordinárias vidas c preocupando com a minha, não menos, ordinária vida e tb pq, sinceramente, eu não preciso ficar gongando o "baleia manca", não - até pq isso ele mesmo faz e MUITO bem por ele mesmo...
Enfim, o cara falou besteira em discurso não uma, mas algumas vezes e ainda, ao c ver perdido, sem razão e em "saias justas" (poizeh, o machão perdeu as plumas, beesha! Desagüendou penk!), perguntou pra colega com q idade ela havia tido seu primeiro intercurso. Ora, amiguinhos, qq ser consciente d seus atos, ou seja um adulto médio, sabe muito bem q essa é uma pergunta pra lá d pessoal e a mesma não deve ser feita perante outros colegas d trabalho. "Excrusível", se é q qq político siga uma ética ou tenha qq ética profissional, esta perguntinha não teria qq cabimento no momento e nem seria uma pergunta ética, não!? Uma pena! Perdeu uma óteema oportunidade d ficar calado! That's it!
Para mais visitem o link: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1514850-EI7896,00.html
E torçam para que os eleitores tacanhos dele sejam menos tacanhos da próxima vez...cansei, meu ouvido não é pinico, não! E nem o d vcs...

Quarta-feira, Março 14, 2007

Asilos Magdalena (The Mars Volta)

Enfermo llegué
y para componerme ando de vago
No me des tu obediencia
por que te enseño mi cuerpo de lodo
en donde la piel estuvo debil
con una hambre que no me deja cantar

En mi vida,
el oscuro me mantiene
cuando yo te vi
en la lluvia me prometistes tu sangre

Yo no me quedo en mi vida
el oscuro me mantiene
cuando yo te vi
en la lluvia me prometistes tu sangre
yo no me quedo

Y ya que caiste de este mundo
cargo una navaja
dios mio
para ti
Cuantas veces me mordiste
y cuantas veces yo me fui

Y ya no me estoy enamorado
con tus mentiras
el infierno me duermo
por que el infierno es la unica verdad

En mi vida,
el oscuro me mantiene
cuando yo te vi
en la lluvia me prometistes tu sangre
yo no me quedo

En mi vida
el oscuro me mantine
cuando yo te vi
en la lluvia me prometistes tu sangre
yo no me quedo

Estrella de la mañana
Samael te persigo a ti
y si me quedo sin alas
ademas me muero por ti

Estrella de la mañana
Samael te persigo a ti
y si me quedo sin alas
ademas me muero por ti

Estrella de la mañana
Samael te persigo a ti
y si me quedo sin alas
ademas me muero por ti

Estrella de la mañana
Samael te persigo a ti
y si me quedo sin alas
ademas me muero por ti

Estrella de la mañana
Samael te persigo a ti
y si me quedo sin alas
ademas me muero por ti.


Come, Samael! Come and drink all my blood...our blood shall clean the world of intolerance! Come, my Samael! Only us (I guess...) can understand those rhymes...Samael, my "Juggling Joker"!

"Intolerance is evidence of impotence."
- Aleister Crowley -

Segunda-feira, Março 05, 2007

Volta Por Cima (Paulo Vanzolini)

Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava

Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava


Um (a) homem (mulher) de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima...

Terça-feira, Janeiro 23, 2007

(Ner)Gal...profana!?

Bee, vou t dizer essas coisas são as mais engraçadas d c ver! Beesha, olha essa mona...viado, ela tá alva na cara, mas na mão tá um pouquinho mais escura, ou melhor, sem maquiagem. Viado, chinchila!!! Bee, que foi isso q ela passou aí!? Pasta d'água!? Angel Dust da Payot!? Pancake!? Farinha de trigo!? Qual foi!? E o charminho do baton!? Hum...O luxo da chinchila, 'sha! C Maquillage c'est camouflage, então isso aí é um outrage!!! Bee, e pensar q o Lipe viu esse LP na rua e pensou: "- Caraca, cara! Um LP do Sopor Aeternus (bandinha obscura do bem!). Tenho q falar com a Cat...". Com todo o sarcasmo possível desse mundo. Cara, vou t falar isso até me tira o sono (o q é o completo contrário do significado do nome desta mesma, da bandinha)!
De fato, a Gal é profana! E põe profana nisso! Vou t dizer... q troço é esse!? Bee, e esse delineador!? E a sombra "black eyed"!? Alguém diz pr'ela c separar dessa mona - é pq d acordo com as boas línguas, neam? - q bate nela e deixa ela marcada, bee. Pq numa boa isso não é maquiagem nos olhos, não. Só pode ser po-rra-din! Os puristas vão dizer: “- Mas isso é coisa da década de 80!” Pro Inferno com os puristas! Isso aí não é feio, não. É, HORROROSO!!! E pra falar a verdade, muitos sabem - e bem - q a década d 80 é o período que o bom gosto deixou de existir: salvo as revisitações estéticas e de moda q c tem hj em dia.
Já, outros vão concordar com o q acabei d afirmar acima e completar: " - Mona, q 'make' é essa!? Tá uó! Tá, assim, um 'White Sripes' ou um palhaço d circo, não sei!"
Tá, tou aki "falando" da make e talz, mas e do cabelo!? Nada!? Na boa, acho q ela e a Heleninha Roitman freqüentaram o mesmo cabelereiro. Sinceramente! Muito bem cuidado, mas d um penteado brabo...Parece o Scar - aquele leão q queria ser o rei da selva no King Lion da Disney, lembra!? - e não é só isso, acho q ela competiu com a Aracy Balabanian pelo laquê, beesha! Pra q tanto!? Viado, não me conformo!!! Bem q dizem q deus (com minúscula mesmo: não creio no Cristianismo, seja ele qual for!) não dá asa a cobra...e não dizem, tb, q o dinheiro compra tudo!? Bem, no caso dela não comprou. Não comprou bom gosto...E q o veneno escorra, já q não posso voar...
Cara, olhar pra essa capa, numa boa, é profanar a retina, o HD, o cpu, o cérebro - com essa lembrança - e, especialmente, o nosso humor. Podemos acabar "escangalhando" só d olhar pra essa fotinho! Produzida, sim. Mas q d muito mal gosto...isso tem lá suas verdades...
Tosca, por ser cacura; feia, por ser exagerada; braba, ora, por ser braba, mesmo. Não quero mais discorrer sobre o mesmo assunto, sem me repetir...Concordem ou não...Q é toscamente engraçada!? Há d c convir...
E mais uma coisa: não sei c ela é q foi profana ou c esta fui eu! Pq vai entender!? D acordo com o Priberam (um PUTA dicionário online):

Profano


do Lat. profanu < pro, diante + fanu, templo

estranho a certos assuntos;
adj., não pertencente à religião;
não sagrado;
leigo, secular;
mundano;
não iniciado em certos conhecimentos;
ignorante.

Pois, então, vai q a ignorante estou sendo eu, q não consigo enxergar toda a "beleza", a "arte" dessa capa! Como olhar pra uma parede chapiscada d gotículas de tinta (com o perdão do deboche Pollock, Basquiat...) e tentarem me convencer q aquilo é arte. Assim como tem gente q, ainda, azeda com Fountain (Fonte) d Marcel Duchamp. Saca, aquele urinol exposto do nada - pra alguns, neam? - no meio d "uma galeria" e q, pra deixar esses azedos ainda mais azedos, está avaliada em 3.000.000€!? Poizeh, bee, o tchitchens tb dá grana! Mesmo q - em qq conjectura tacanha d quem quer q seja esse povo azedo - c deixe o valor da iconoclastia nele embutido pra trás. Anyways, voltemos "as vacas frias" das madeixas e da make da Gal (q teve seus momentos divinais musicais). Arte!? Iconoclastia!? Não, meu bem...Bad advices, época sem bom gosto..."Mocoronguice", mesmo!

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Meet The Knife!!!

O q escrever sobre The Knife...bem, começo pelo improvável, em minhas fugazes investidas pela internerd montei (e ainda monto) listchinhas de “coisas” pra baixar e/ou pesquisar por aki...um grande amigo meu chegou um belo dia e me disse: “- Cara, vc tem q ouvir esse duo sueco. Tenho certeza q vc vai gostar!” E qual não foi minha surpresa!? Era um sonzinho q mal tinha pego e lido um release, mas q por infelicidade ainda não tinha conseguido baixar nada. Ele não só me passou, como ficamos d comentar isso depois...tou devendo a segunda parte pra ele.

De fato, amei o sonzinho...achei cru e tosquinho...um tantinho frio, divertido e boboca. Do bem!!! Pois bem, agora cá estou eu, apaixonada pelo sonzinho, sabendo q têm Djs por aí q tocam um remix do bem supimpamente Minimal, posto q Silent Shout anda em pick-ups alheias por aí.

Bem, sobre eles: Eles são suecos (Oh! Já pus ali em cima...), são irmãos: Karin Dreijer Andersson e Olof Dreijer, moram e gravam em Estocolmo e que tem um selo próprio: a Rabid Records. Suas atividades musicais começaram em 1999, mas foi em 2003 q eles “despontaram” pro conhecimento alheio, despertando interesse. Tanto por suas atitudes, procuram não aparecer na mídia de massa ou no mainstream musical , como por suas atividades d divulgação: sempre de máscaras e quase nunca aparecendo em público, mesmo quando do recebimento do Grammy em 2003 em q eles boicotaram o evento ao pôr 2 outros reresentantes vestidos d gorilas com número 50 escrito em suas fantasias. - Só fico imaginando a cara do 50 cent ao ver tal episódio - Tendo sido este um ato de protesto contra a dominação masculina dentro da indústria musical. Mas, vamos e venhamos, apesar de apelativo pouco efeito surtiu na indústria worldwide, neam? Porém, são d poucas vacas q c inicia um curral, neam não?

Pois bem, acredito q já falei mais q o suficiente sobre o duozinho e quem quiser mais infos provenientes dos próprios é só dar um “pulinho” lá no site:

www.theknife.net

É “miitinho”...e vale dar uma olhadela!

Quando gritar é se calar...

Por vezes quero gritar para que ouças,
Com todas as angústias deflagradas,
Com toda a tristeza por nós tomada,
Por esse líqüido viscoso que me desce garganta abaixo,
Revolvendo, embriagando uma vez mais de ódio, sofreguidão.

Desapontamento ostentado não somente por mim,
Mas por ti aussi.
Descontentamaneto marcado na carne à ferro em brasa,
Linda cicatriz que insite em sangrar, dor que macula o ser.


Minha tristeza maior é saber que meu grito não atinge,
Nem em intensidade, nem em delineação sonora,
Aquilo que quero e desejo por agora...meu objeto de desejo.
Doloroso saber que meu grito não me basta...ou a ti.

Quando gritar é se calar,
Melhor seria nem pensar nesse grito,
Rouco, torpe, torto!
Que me sai calado de uma garganta emudecida,
Por tudo aquilo que sinto e não me deixa.

Meu grito se calou aqui dentro de mim,
Sem nem ao menos ecoar em ti.
Meu grito morreu docemente em meus sentimentos dementes,
Em minhas tolices egoístas,
Em meu despertar inebriado,
Das mais deliciosas lascívias libertárias.

Morto está, agora!
Sem desejo de ressuscitar ou de se elevar,
Tal qual um agudo de soprano em óperas wagnerianas.
Meu grito é morto!
Tolo, tosco, torto...
Dentro de todo o amor que sinto e que desejo te entregar...

by Cat.

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Fala (João Ricardo)

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto

Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto

Fala

Fala

Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto

Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto

Fala

Fala


Poizeh, e quando houver o momento de falar, não será em vão...nada é em vão! Tudo tem um preço, tudo é custoso, e mesmo sendo gostoso, tem d haver um "comunato", algo em comum. Como a própria música demonstra: só se fala na hora de falar...antes escutar q dizer besteiras. O non sense de algo a dois está em tão simplesmente perceber a voz muda do outro...auscultar o olhar do outro, mesmo q este seja pra ser percebido.
Assim, se vão pouco mais disso e daquilo que queremos e , por vezes, temos. Não c fazer ouvir ao outro, não c valer do próximo e, tb, d si é um desrespeito com o outro e, especialmente, consigo. É isso...

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Awakening...

Quando o mundo acordar desse torpor, desse estupor...tudo irá c mostrar tão diferente q vai ser difícil querer voltar a dormir.
As pessoas vão perceber q desenhos e imagens (sem nenhum papo protestante ou anti-imagens, ou mesmo idólatra, plzah!), são tão somente isso. Q ficar direcionando esse ou aquele pensamento pr'aquela "expresão d arte" - naïf ou não - é tão somente utilizar-c d um canal, d um meio pra canalização, seja lá o nome que quiserem dar, àquela vontade inerente, àquele "instinto de sobrevivência", seja intelectual, pessoal, físico, espiritual - pra alguns - ou mesmo social. Q ficar dizendo q isso é isso e, aquilo é aquilo não é nada mais q expressar a sua própria vontade e idéias, suas concepções acerca disso ou daquilo. Não dá pra c ater a qq coisa, pq assim estamos prendendo a nós mesmos, nossa vontade de potência (diriam os Nietzchianos); e, nesse sentido, concordo com o brilhantismo simples de João Ricardo (é, aquele mesmo do Secos e Molhados): "...Pq é preciso ser assim assado?" Já tentou pensar nisso? Já ponderou? E me utilizo d outra canção d Secos e Molhados pra continuar a indagação: "Quem tem consciência para ter coragem? Quem tem a força de saber q existe? E no centro da própria engrenagem, inventa a contra-mola que resiste..." Pois bem, é isso sim...imagens são tão somente imagens, força tão somente (e tudo o mais) força. Crenças!? Ora, são o q são: crenças...cada um tem a sua e pensa e faz o q quer (quiser).
Uns podem ler este medíocre texto e dizer: "- Poxa, mas esse aí é Baphomet!?" E eu pergunto: "- É!? Tem certeza!? Acho q é Agripino...ou seria Jericó!? Hum, quem sabe é Almeida..." Vai saber...outros dirão: "- É o demônio! É capeta...cramulhão!". Devagar com o andor, é UMA IMAGEM!!! E em nossa mente imagética pode ser tudo aquilo q quisermos e desejarmos, especialmente, ser o que bem nomearmos..."Nomes têm poder...", bem crêem uns...e vai saber!?...Podem ter sim, mas tb não... e aí!? O q fazer quando a simbologia não nos vale? O q fazer quando esta mesma simbologia c torna um mero artifício da pós-modernidade!? Hein!? Em tempos d intenerd em cada esquina, qq um pode conhecer o Baphomet da magia ou d qq religião q c valha da imagem, ou ser d uma seita malévola ou benigna só pq conhece esse ou aquele site, essa ou aquela "receita mágica"...c acha cada coisa na internerd, desde boboquices até maravilhas virtuais - tudo a um módico precinho, é claro!
Pois bem, mais um exemplo da capacidade criativa do humano.
Segundo Eliphas Levi em Dogma e Ritual da Alta Magia: "Baphomet(...) figura panteística e mágica do absoluto. O facho representa a inteligência equilibrante do ternário e a cabeça de bode, reunindo caracteres de cão, touro e burro, representa a responsabilidade apenas da matéria e a expiação corporal dos pecados. As mãos humanas mostram a santidade do trabalho e fazem o sinal da iniciação esotérica a indicar o antigo aforismo de Hermes Trimegisto: o que está em cima é igual ao que está embaixo. O sinal com as mãos também vem a recomendar aos iniciados nas artes ocultas, os mistérios. Os crescentes lunares presentes na figura indicam as relações entre o bem e o mal, da misericórdia e da justiça. (...) Possuindo seios, o bode representa o papel de trazer à Humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, os quais são signos redentores. Na fronte e embaixo do facho encontra-se o signo do microcosmo a representar simbolicamente a inteligência humana. Colocado abaixo do facho o símbolo faz da chama dele uma imagem da revelação divina..."
Ah, a criatividade humana...ô, criação imagética do bem! Insisto, pessoas, pra mim é só uma linda (e põe linda nisso) imagem...inclusive, vou começar a "vender" umas camisas com ela. Alguém estaria interessado!? Hã!? Não vai custar quase nada...será!?

A Maçã (Raul Seixas e Paulo Coelho)


Se esse amor ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor, vai se gastar

Se eu te amo e tu me amas,
E um amor a dois profana,
O amor de todos os mortais.
Porque quem gosta de maçã,
Irá gostar de todas,
Porque todas são iguais.


Se eu te amo e tu me amas,
E outro(a) vem quando tu chamas,
Como poderei te condenar?
Infinita tua beleza,
Como podes ficar presa,
Que nem santa no altar?



Quando eu te escolhi para morar junto de mim,
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim.
Mas compreendi que além de dois existem mais.
O amor só dura em liberdade,
O ciúme é só vaidade,
Sofro mas eu vou te libertar!

O que é que eu quero se eu te privo,
Do que eu mais venero,
Que é a beleza de deitar?



Nada contra Raulzito, mas contra o Paulitcho!? Tudo! Mas q eles falam bem de sentimentos, temos q concordar...e essa música junta lição d vida e magia (se é q isso existe d fato, neam?). O q me interessa é o q ela demonstra explicitamente. É tão bonitinho e fofinho q não me canso d ler e/ou ouví-la..."coisinha sagrada de Deus" (como o Sapo Boi Azul) ou Pazuzu...é isso, enjoy!